Ainda sobre “Bela, recatada e ‘do lar’”

Modesty2

Há alguns dias a revista Veja publicou uma reportagem, na qual referiu-se à esposa do Vice-presidente da República, Marcela Temer, como uma mulher “bela, recatada e ‘do lar’” (http://veja.abril.com.br/noticia/brasil/bela-recatada-e-do-lar), o que causou indignação nas redes sociais.

Não conheço Marcela Temer. Logo, o texto pretende abordar o tema em abstrato.

Espanta-me que num país tão pautado pela propagada “liberdade” e “respeito às minorias”, não haja igual tolerância por parte desses mesmos defensores àquelas mulheres que optaram pela vida familiar e doméstica. Que viram na edificação do caráter de um filho seu principal dever.

A família é algo sagrado. Preservá-la deve ser nossa principal meta. O ser humano nasce numa família e nela deve encontrar um ambiente saudável, fundado no respeito e no amor mútuos a fim de que possa atingir sua finalidade e se desenvolver em sua plenitude. O aniquilamento da família implica a ruína de uma sociedade.

John Adams, segundo presidente dos Estados Unidos da América, em sua autobiografia, escreveu um comentário sobre o comportamento moral, de grande valia para nossos dias:

“De tudo que li sobre a história dos governos, a vida humana e o comportamento das pessoas,  chequei à conclusão de que o comportamento das mulheres era (foi) o mais infalível barômetro para apurar o grau de moralidade e virtude de uma nação. Tudo o que li desde então e todas as observações que tenho feito sobre diferentes nações confirmam essa opinião. O comportamento das mulheres é o critério  mais eficaz para se determinar se um governo republicano é viável ou não  em uma nação. Os judeus, os gregos, os romanos, os suíços, os holandeses, todos perderam seu espírito público, seus princípios  e hábitos republicanos e suas formas republicanas de governo quando perderam a modéstia e as virtudes domésticas de suas mulheres…”

Os fundamentos  da moralidade de uma nação devem repousar nos núcleos familiares. Em vão são instituídas escolas, academias e universidades se esses princípios se perderem e os hábitos licenciosos forem incutidos nas crianças em tenra idade. As mães são as primeiras e mais importantes instrutoras da juventude…” [American  Christian History Institute, Palo Cedro,  California][1]

Ele percebeu que uma mãe virtuosa é indispensável para a edificação de uma sociedade que se assente em princípios morais sólidos.

Bela e recatada…

Onde reside a ofensa ao sexo feminino?

Nós, mulheres, fomos concebidas para a maternidade e o fato de algumas terem optado por não serem mães, não altera essa realidade.

Pode a sociedade pós-moderna conviver com todas as chamadas “minorias”, aceitar piercing, tatoo, shortinhos, funk e tudo mais, mas não pode aceitar que uma mulher seja recatada, modesta no vestir, voltada para seu lar e família?

Onde está a almejada tolerância?

Se há mulheres que veem no sucesso profissional seu único fim, há outras tantas que ainda acreditam que esse sucesso não vale a pena sem uma família. É um preço que não querem pagar.

Tal fato, contudo, não lhes retira a inteligência e não as anula, como parecem crer aquelas que aderiram ao chamado “feminismo”. É preciso nos dias de hoje, ao contrário do que propagam, muito mais coragem para ser recatada e “do lar” que para aderir aos modernismos comportamentais.

Concluímos, à luz das sábias palavras do Presidente John Adams, que não é mera coincidência que o crescente repúdio ao papel central da mulher e mãe no lar está umbilicalmente relacionado à decadência da moral e dos costumes que assola a sociedade pós-moderna varrida pelo triunfante “marxismo cultural”.

[1] “From all that I had read of History of Government, life, and manners, I had drawn this conclusion, that the manners of women were [are] the most infallible Barometer, to ascertain the degree of Morality and Virtue in a Nation.  All that I have since read and all the observation I have made in different Nations, have confirmed this opinion.  The Manners of Women, are the surest Criterion by which to determine whether a Republican Government is practicable, in a Nation or not.  The Jews,the Greeks, the Romans, the Swiss, the Dutch, all lost their public Spirit, their Republican principles and habits, and their Republican Forms of Government when they lost the Modesty and Domestic Virtues of their Women…”

 The foundations of national Morality must be laid in private Families.  In vain are Schools, Academies and universities instituted if loose Principles and licentious habits are impressed upon Children in their earliest years.  The Mothers are the earliest and most important Instructors of youth…”  [American  Christian History Institute, Palo Cedro,  California]

 

 

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